quinta-feira, julho 09, 2009

Acho Inúteis as Palavras


Acho inúteis as palavras
Quando o silêncio é maior
Acho inúteis as palavras
Quando o silêncio é maior

Inúteis são os meus gestos
P'ra te falarem de amor
Inúteis são os meus gestos
P'ra te falarem de amor

Acho inúteis os sorrisos
Quando a noite nos procura
Inúteis são minhas penas
P'ra te falar de ternura

Acho inúteis nossas bocas
Quando voltar o pecado
Acho inúteis nossas bocas
Quando voltar o pecado

Inúteis são os meus olhos
P'ra te falar do passado
Inúteis são os meus olhos
P'ra te falar do passado

Acho inúteis nossos corpos
Quando o desejo é certeza
Acho inúteis nossos corpos
Quando o desejo é certeza

Inúteis são minhas mãos
Nessa hora de pureza
Inúteis são minhas mãos
Nessa hora de pureza

(Amália Rodrigues)

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2 Comments:

Blogger Nuno Guronsan said...

Lindíssimo poema, a acompanhar a voz inesquecível da senhora dona Amália...

***

11:51 da tarde  
Blogger Patricia said...

Podem vir as invenções, reinvenções e pseudo-revivalismos... nada igualará o sentimento que a voz desta senhora provoca.

***

11:08 da tarde  

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